O setor mineral brasileiro em 2026 é impactado por três vetores principais: a geopolítica internacional, a transição energética e o cenário político nacional. A crescente demanda por minerais estratégicos, impulsionada por investimentos globais em tecnologia e energia limpa, reposiciona o Brasil como um ator relevante nas cadeias internacionais de suprimento.

Para Poliana Bentes, diretora da BNTS Consultoria em Relações Institucionais e Governamentais, esse cenário exige uma nova postura das empresas. “Hoje, empresas do setor mineral precisam incorporar a análise política e regulatória à sua estratégia. A previsibilidade jurídica e a capacidade de diálogo com o poder público são fatores decisivos para garantir estabilidade e atrair investimentos, seja para os projetos que estão em fase de pesquisa e implantação, seja para os grandes projetos já em execução”, afirma.
Ao mesmo tempo, tensões geopolíticas e disputas comerciais vêm redesenhando fluxos logísticos e relações econômicas entre países, ampliando a complexidade do ambiente de negócios. Esse contexto reforça a importância do acompanhamento qualificado do cenário institucional, especialmente diante de um ciclo eleitoral que tende a influenciar agendas públicas e decisões regulatórias.
Nesse ambiente, as relações institucionais e governamentais assumem papel central ao permitir que empresas monitorem políticas públicas, acompanhem debates regulatórios e se posicionem de forma estratégica frente aos diferentes atores do poder público. Mais do que um diferencial, essa atuação se consolida como condição essencial para a competitividade e sustentabilidade do setor mineral.